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4/11/2017 - 12h48 em  RÁDIO E TV CIEJA PERUS 1

“QUEM SOU EU” 

      Meu nome é Raimundo de Souza Leite, tenho 53 anos, sou natural de Irapuru, sou pai de quatro filhos. Desejei ser pregador do evangelho desde criança. Sentava em um banco da praça da igreja católica e me via no meio das pessoas. Usava a bíblia antiga de minha vó para pregar meus próprios sermões. Trabalhar com comunicação sempre foi meu ideal de vida.

   Recebi uma educação muito severa dos meus pais e cresci aprendendo a valorizar cada coisa que tenho e a correr atrás dos meus objetivos. Aprendi que nada na vida vem tão falcimente e que o trabalho, e a boa educação e o respeito ao próximo fazem de nós pessoas melhores.

  Meu desejo sempre foi estudar em uma escola pública e nunca encarei isso como barreira. Eu precisava me superar todos os dias: o problema foi o meu pai que me proibia de estudar se eu não trabalhasse na roça não podia ir para a escola.

    Na simplicidade das minhas preocupações e minha solidão. Aos poucos fui aprendendo a construir e manter as relações de amizade e as profissionais também. Tornei-me bastante comunicativo e percebi que me havia superado.

   Durante minha formação profissional precisei sacrificar um pouco do lazer para fazer uns cursos profissionalizantes no SENAI, pois todo o esforço foi válido.

    Aos 20 anos de 1983 de setembro fui batizado nas águas me preparando para o ministério como pregador e em 20 de maio de 1991 conclui o curso teológico IEQ no dia 30 do mesmo mês fui consagrado pregador do evangelho na catedral de campinas. E depois de alguns anos estudei na (FATEFINA) faculdade de teologia e filosofia nacional.

     Hoje sigo buscando ser um profissional melhor e continuo me capacitando. Não sou uma pessoa perfeita, mas estou todo o tempo buscando melhorar. Afinal, sabemos que o amadurecimento vem com o tempo e com as experiências, e eu sempre busco com as minhas.

     Valorizo muito a minha família e, ainda mais, os momentos que passo com ela. Ela é um pilar na minha formação, na minha educação e no meu dia a dia. eu sei o quanto é importante lutar pelo que queremos e sonhamos, faço isso todos os dias. Hoje me descobri uma pessoas determinada, focado, forte e persistente, lutando sempre por melhores oportunidades.

 

 

RAIMUNDO DE SOUZA LEITE 4° D

Asas que me faltavam

Escrito por Gicélia Pires em 1 de agosto de 2018.

 

Encontrei no CIEJA PERUS 1 asas para voar. A cada dia venho descobrindo mais prazer em participar das aulas. O CIEJA PERUS I vem me mostrando que neste mundo das letras. eu posso ir onde eu quiser. O CIEJA PERUS I me proporciona encontro com as pessoas, que assim como eu, tiveram a infância roubada PELO TRABALHO: no campo, nas casas de famílias, que se separaram de seus pais e irmãos, ainda criança.

 Eu sou todo um processo em construção e renovação: superação da dor, das perdas, das opressões. Acredite! Nunca é tarde para você dizer: Eu quero, eu posso e eu consigo!

Gicélia Pires

Aluna repórter do CIEJA PERUS I

QUERO APRENDER A LER E A ESCREVER

Eu Francisco moro no Morro Doce na cidade de São Paulo. Tenho casa própria, graças a Deus! Desde 2012.  Sou casado, tenho dois filhos: Caique  com vinte anos e Flávia com onze anos. Casei na igreja em 2013. A minha esposa chama-se Dominga. Eu gosto muito da minha família, graças a Deus! Saudade da família no Piauí. Meus pais ainda moram lá, distante de mim.   

Eu Francisco estou no CIEJA PERUS I para que eu possa aprender a ler e a escrever. Quero aprender agora pois não tive a oportunidade na minha   infância.  Agradeço a Deus e os professores do CIEJA PERUS I a possibilidade de aprender, como muita fe em Deus vou realizar meu sonho. 

Francisco José de oliveira    (3ºG) 11/09/2018   

Imprensa Jovem +

O nascimento do Emanuel

Por Mayara dos Santos Gama

 

No mês de dezembro de 2016 eu suspeitava que estivesse grávida, fiz um teste, mas mesmo assim fiquei com dúvidas.  Resolvi irao posto de saúde, fiz outro teste e deu positivo. Tive a certeza que estava realmente grávida. Foram se  passando meses e meses, até chegar o dia de fazer a primeira ultrassom.  Eu fiquei louca pra saber o sexo, mas não deu pra ver por que ele estava com as pernas fechadas. Passaram uns dias e resolvi  novamente fazer outra ultrassom e foi então que eu descobri que era um menino. Passaram-se os meses e chegou o grande mês, que nós tanto esperávamos: o mês de agosto de 2017. Eu não via a hora de ver o rostinho do meu filho, então no dia 19 de agosto, comecei a sentir umas dores fracas.  Comecei a perder líquido e sangrando e fui pra maternidade de Caieiras. Quando cheguei lá os médicos fizeram o exame do coração do meu filho.  Deram-me medicamento e  mandaram-me embora. Quando foi no outro dia voltei para a maternidade novamente do mesmo jeito e chegando lá eles fizeram a mesma coisa: o exame do coração do meu filho, do mesmo jeito. Quando foi no outro dia voltei pra maternidade do mesmo jeito.  chegando lá eles fizeram a mesma coisa: o exame do coração do meu filho fez o exame do toque em mim,  deram –me novamente o medicamento e me dispensaram. No dia 22 de agosto eu do mesmo jeito que estava perdendo liquido e sangrando, olhei para minha mãe e falei: - mãe eu não vou mais pra maternidade de Caieiras.  Conversando com uma prima minha e ela falou que ia arrumar um carro para me levar na maternidade da Cachoeirinha, quando cheguei lá fui passar na triagem, quando passei na triagem minha pressão estava 17 por 10mmHg. Passaram-me a frente das outras pessoas por que minha pressão estava muito alta. Quando passei pelos os médicos eles fizeram o exame de toque eu estava com seis dedos de dilatação, levaram-me para fazer o exame do coração do meu filho, teve uma médica que quis me transferir para o hospital de Taipas, foi providenciada toda minha papelada para ser transferida. Colocara-me em uma sala pra eu esperar a ambulância para me levar pra maternidade de Taipas. Mas antes da ambulância chegar me levaram-me aos médicos de novo e para fazer o exame do toque novamente. Foi constatado que  não daria tempo de eu chegar não hospital de Taipas,  pois eu já estava com sete dedos de dilatação. O médico pediu pra minha mãe assinar minha papelada da internação porque eu iria ganhar meu filho lá mesmo. Prontamente minha mãe assinou e eu fui para a internação, chegando lá ainda fiquei uma hora esperando um quarto para poder ficar internada.  Depois de uma hora fui para um quarto onde eu fiquei sozinha. Só eu no quarto! Ótimo não tenho que reclamar de nenhuma equipe que eu peguei, porque as equipes que eu peguei foram ótimas comigo. Entrei pra internação dia 22 de agosto 14:00 da tarde. O pai do meu filho que ficou comigo o tempo todo. Minha equipe médica teve que colocar remédio no soro pra ver se eu sentia dor forte, porque a dor que eu estava sentindo era dor fraca, e fiquei sem comer nada. Estava morrendo de fome e eu não podia comer nada. Ainda passei a tarde toda pra eu poder ter meu filho, tive que fazer exercício, sentar em uma bola, ficar andando pra ver se eu dilatava. O pai do meu filho fez massagem em minhas costas, fui pro chuveiro tomar banho, quando foi a noite eu fui relaxar na banheira. Ás 23h00min eu não estava mais aguentando de tão fraca que eu estava. Mandei o pai do meu filho chamar os médicos, e quando os médicos chegaram no quarto eu falei que não aguentava mais, pois sentia que iria desmaiar de tão fraca que eu estava. A equipe médica veio fazer o exame do toque novamente e viram que a cabeça do meu filho  não estava encaixada, pra ele poder nascer, porque o bebê quando vai nascer ele tem que mergulhar com a cabeça. E o meu filho estava com a cabeça levantada então umas das médicas da minha equipe colocou a mão toda dentro de mim pra ver se conseguia arrumar a cabeça dele. Eu só dilatei oito dedos, os médicos romperam minha bolsa e viram que eu estava sem liquido nenhum dentro da bolsa. Eles levaram-me ás pressas para uma sala pra eu tomar anestesia raquidiana e os médicos falaram que quando as contrações viessem, eles me avisariam pra eu fazer força, pra ver se meu filho nascia e eu não conseguia fazer muita força porque eu estava muito fraca e ele também não estava com a cabeça certa, então os médicos pegaram o fórceps pra ajudar no nascimento do meu filho. Ele nasceu dia 23 de agosto de 2017, ás 00h05min e graças a Deus ele nasceu bem, lindo e saudável.

 

 

Mayara dos Santos Gama

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